
Tenho ali o primeiro volume, não sei quando o conseguirei ler. Prefacia-o Eugénio Lisboa, que da sua escrita lhe sublinha a clareza. Seguramente na vida, seguramente ante o acto de morrer, sem mistério: «tenho uma grande problema de coração. Não tenho já a aurícula esquerda porque está morta. Vivo de circulação artificial. O bombear do sangue faz-se pela aurícula direita e eu muito fácilmente entro em taquicardia (...) Não sei quando será, mas no meu caso é para breve». Falava da morte, assim, serenamente. Um dos seus livros chama-se «Imitação da Felicidade».